O Dia Mundial da Doença de Parkinson, celebrado em 11 de abril, marca o aniversário de James Parkinson (1755–1824), médico britânico que descreveu a condição em 1817 no ensaio “An Essay on the Shaking Palsy”.
A data foi instituída em 1997 pela European Parkinson’s Disease Association (hoje Parkinson’s Europe), com copatrocínio da Organização Mundial da Saúde (OMS). Desde 1998, integra oficialmente o calendário global de conscientização da OMS.
O que é a Doença de Parkinson?
A Doença de Parkinson (DP) é um distúrbio neurodegenerativo crônico e progressivo, caracterizado pela perda de neurônios dopaminérgicos na substância negra — o que reduz a dopamina e desencadeia sintomas motores e não motores.
Sintomas motores mais comuns
- bradicinesia (lentidão de movimentos)
- tremor de repouso
- rigidez muscular
- instabilidade postural
Sintomas não motores frequentes
- hiposmia
- distúrbios do sono
- constipação
- depressão e ansiedade
- alterações cognitivas
Esses sintomas impactam mobilidade, fala, autonomia e qualidade de vida.
No Brasil, o Ministério da Saúde publicou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Doença de Parkinson, que orienta diagnóstico, tratamento e acompanhamento no SUS.
Epidemiologia: quantas pessoas vivem com Parkinson?
A OMS estima que mais de 8,5 milhões de pessoas vivem com Parkinson no mundo — um crescimento expressivo nos últimos 25 anos, impulsionado principalmente pelo envelhecimento populacional.
No Brasil, estudos epidemiológicos identificaram 4.399 internações por Doença de Parkinson entre 2019 e 2023, com maior incidência em homens, padrão semelhante ao observado internacionalmente.
Fatores de risco e proteção
A etiologia da DP é multifatorial, combinando:
Fatores de risco
- envelhecimento
- predisposição genética (ex.: variantes em SNCA, LRRK2)
- exposições ambientais (pesticidas, solventes, metais pesados)
Possíveis fatores protetores
- atividade física regular
- consumo moderado de cafeína
- estilo de vida saudável
Sinais e sintomas: o que observar?
Os sintomas motores clássicos incluem:
- bradicinesia (obrigatória para diagnóstico)
- tremor de repouso
- rigidez
Alterações de marcha e instabilidade postural surgem com a progressão da doença.
Sintomas não motores — como constipação, hiposmia e distúrbios do sono — podem aparecer anos antes dos sintomas motores.
Diagnóstico da Doença de Parkinson
O diagnóstico é clínico, realizado por neurologista, com base em:
- histórico detalhado
- exame neurológico
- resposta terapêutica
O PCDT nacional padroniza critérios clínicos e fluxos no SUS.
Exames complementares podem ser utilizados em casos específicos para diagnóstico diferencial.
Tratamento: o que existe hoje?
Embora não exista cura, há tratamentos eficazes para controle dos sintomas e melhora funcional.
1. Tratamento medicamentoso
- Levodopa (com carbidopa ou benserazida) — padrão ouro
- Agonistas dopaminérgicos
- Inibidores de MAO‑B
- Inibidores de COMT
O PCDT define esquemas, indicações e monitoramento no SUS.
2. Terapias não farmacológicas
- fisioterapia
- fonoaudiologia
- terapia ocupacional
- exercício físico regular
São essenciais para mobilidade, prevenção de quedas, comunicação e deglutição.
3. Estimulação Cerebral Profunda (DBS/ECP)
Indicada para DP avançada com complicações motoras refratárias.
O PCDT estabelece critérios de seleção e referenciamento.
Em 2025, o Ministério da Saúde publicou uma versão atualizada do PCDT, com ajustes em critérios diagnósticos, indicações cirúrgicas e orientações multiprofissionais.
Prevenção e promoção da saúde
Não existe prevenção específica para a Doença de Parkinson, mas recomenda-se:
- estilo de vida saudável
- atividade física regular
- redução de exposições tóxicas
- acompanhamento médico contínuo
As mensagens de saúde pública reforçam a importância do diagnóstico precoce, da adesão ao tratamento e da reabilitação contínua para preservar autonomia.
Como acessar cuidado pelo SUS?
O cuidado geralmente começa na Atenção Primária, com encaminhamento ao neurologista.
O PCDT padroniza:
- fluxos assistenciais
- acesso a medicamentos pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF)
- critérios para procedimentos como DBS
Diagnóstico precoce salva autonomia.
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