O dia 10 de setembro marca o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Essa data foi instituída em 2003 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com a Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP). E o mês de setembro passou a ter cor amarela a partir de 2013, quando o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (SBP) trouxe a iniciativa internacional para o calendário nacional. A campanha passou a ser amplamente divulgada a partir de 2014, em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Centro de Valorização da Vida (CVV). A iniciativa tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da saúde mental, promover o diálogo e reduzir o estigma em torno do suicídio.
SOBRE O SUICÍDIO
O suicídio é considerado um grave problema de saúde pública, com impactos sociais, econômicos e emocionais profundos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo. Estima-se que esse número ultrapasse 1 milhão, devido à subnotificação. No Brasil são registrados cerca de 14 mil suicídios por ano, o que equivale a 38 mortes por dia. Em 2021, foram contabilizados 15.507 suicídios, sendo 77,8% entre homens. Em 2023, o SUS registrou 11.502 internações por lesões autoprovocadas, com média de 31 casos por dia.
O suicídio foi a 2ª causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos, 4ª causa de morte entre jovens de 20 a 29 anos e 11ª causa de morte entre crianças de 5 a 14 anos. O risco de suicídio é quatro vezes maior entre homens, embora as mulheres apresentem mais tentativas. Grupos mais vulneráveis incluem: idosos com mais de 70 anos, pessoas com baixa escolaridade, solteiros, viúvos ou divorciados, e populações indígenas.
O Brasil ocupa a 155ª posição entre 214 países em taxas de suicídio padronizadas por idade. 96,8% dos casos de suicídio estão associados a transtornos mentais, principalmente não diagnosticados ou tratados inadequadamente.
- FATORES RELACIONADOS AO SUICÍDIO
Dentre os fatores estão: transtornos mentais como depressão, ansiedade e esquizofrenia; violência doméstica, abuso sexual, alcoolismo e uso de drogas; pressões sociais e econômicas, como desemprego, pobreza e discriminação; exposição à violência, inclusive pela mídia (efeito Werther); sofrimento psíquico e transtornos biopsicossociais, que não devem ser confundidos, mas frequentemente estão associados; tentativas anteriores de suicídio (aumentam em até 6 vezes o risco); e o luto ou eventos traumáticos e estressantes.
SINAIS DE ALERTA
Os principais sinais de alerta para risco de suicídio, conforme orientações do Ministério da Saúde, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e especialistas em saúde mental são:
- Comportamentais e Emocionais: preocupação excessiva com a morte ou expressões de desesperança; declarações diretas ou indiretas como: “Queria desaparecer.”, “Vou deixar vocês em paz.”, “Queria dormir e nunca mais acordar.”, “Não vale a pena continuar.”; isolamento social: afastamento de amigos, familiares e atividades antes prazerosas; mudanças bruscas de humor: alternância entre euforia e tristeza profunda; comportamentos de risco ou imprudentes, como dirigir perigosamente ou uso excessivo de substâncias.
- Alterações na Rotina: distúrbios no sono (insônia ou sono excessivo); mudanças no apetite; falta de energia ou motivação; diminuição ou ausência de autocuidado (higiene, alimentação, aparência).
- Expressões Escritas ou Artísticas: desenhos, textos ou postagens que mencionam morte, dor ou fim da vida; cartas de despedida ou organização de bens pessoais.
O QUE FAZER DIANTES DE SINAIS DE ALERTA?
Escute sem julgamentos e com empatia, incentive a busca por ajuda profissional (psicólogos, psiquiatras, CAPS, UBS), ofereça companhia para ir a consultas ou serviços de saúde, evite deixar a pessoa sozinha se houver risco iminente, remova meios letais do ambiente (medicamentos, armas, pesticidas), mantenha contato frequente e demonstre apoio contínuo.
PREVENÇÃO E APOIO
Dentre as sugestões para prevenir o suicídio temos: conversar abertamente sobre saúde mental e sofrimento emocional, buscar ajuda profissional (psicólogos, psiquiatras, terapeutas), divulgar canais de apoio, como o CVV – Centro de Valorização da Vida, que oferece atendimento gratuito e sigiloso pelo telefone 188, e também por e-mail e chat 24h e promover políticas públicas que valorizem a vida e protejam os mais vulneráveis.

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