A tuberculose continua sendo a vilã infecciosa mais mortal do mundo, afetando prioritariamente os pulmões. No Brasil, a doença é um sério problema da saúde pública, apresentando relação direta com a pobreza e a exclusão social. A cada ano são notificados, aproximadamente, 70 mil novos casos e ocorrem cerca de 4,5 mil mortes em decorrência da tuberculose. Daí a necessidade de se divulgar o problema, mobilizar a sociedade e dar visibilidade nacional ao esforço brasileiro de luta contra a tuberculose.

O principal sintoma é a tosse na forma seca ou produtiva. Por isso, recomenda-se que toda pessoa com tosse persistente, por três semanas ou mais, seja investigada para tuberculose. Outros sinais e sintomas podem estar presentes: febre baixa, geralmente vespertina, catarro esverdeado, amarelado ou com sangue, sudorese noturna, emagrecimento acentuado, cansaço excessivo e prostração ou rouquidão. Má alimentação, falta de higiene, tabagismo, alcoolismo e qualquer outro fator que gere baixa resistência orgânica favorecem o estabelecimento da tuberculose.

Alguns pacientes, no entanto, não exibem nenhum indício da doença, enquanto outros apresentam sintomas aparentemente simples, que não são percebidos durante alguns meses. A doença pode ser confundida com uma gripe, por exemplo, e evoluir durante 3 a 4 meses sem que a pessoa infectada saiba, ao mesmo tempo em que transmite a doença para outras pessoas. Cada paciente com tuberculose pulmonar não tratada pode infectar, em média, de 10 a 15 pessoas por ano.

A vacina BCG é obrigatória para menores de um ano, pois protege as crianças contra as formas mais graves da doença. A melhor forma de prevenir a transmissão da doença é fazer o diagnóstico precoce e iniciar o tratamento adequado o mais rápido possível, de modo que a doença deixe de ser um problema tão grave entre nós.

O tratamento da tuberculose é feito com medicamentos e dura, no mínimo, seis meses, sendo disponibilizado gratuitamente pelo Serviço Único de Saúde (SUS). Com 15 dias após o início do tratamento, a pessoa já não transmite mais a doença. Todas as pessoas que seguem o tratamento até o fim, sem nenhuma interrupção, ficam curadas da doença. O tratamento irregular, no entanto, pode complicar a doença e resultar no desenvolvimento de tuberculose resistente aos medicamentos utilizados. O tratamento só termina quando o médico confirmar a cura total do paciente.

A recomendação é que se evite aglomerações, especialmente em ambientes fechados, e não utilize objetos de pessoas contaminadas. Em caso de sintomas, consulte seu médico e realize exames de diagnóstico para uma avaliação mais precisa.

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